“A gente já tem o diagnóstico e já sabemos que muitas coisas voltam a ocorrer no mesmo local”. Esse foi o principal alerta feito pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, em entrevista ao Jornal Nacional, na noite desta quinta-feira, 9 de julho. Isso porque, de acordo com as previsões climáticas, o El Niño poderá provocar eventos extremos em diferentes regiões do país, como chuvas intensas, tempestades, secas, ondas de calor e incêndios florestais.
Para a CNM, a ausência de programas nacionais suficientemente estruturados, bem como de instrumentos de gestão e capacitação técnica capazes de atender às demandas dessas localidades torna o processo ainda mais difícil, Por isso, a entidade reforça que a atuação antecipada das administrações locais é fundamental para minimizar perdas humanas, sociais, econômicas e ambientais em um cenário marcado pelo aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos.
Buscando auxiliar os Municípios na prevenção, a Confederação elaborou uma nota técnica que reúne recomendações para prevenção, elaboração de planos de contingência, comunicação de risco e fortalecimento das Defesas Civis municipais, com o objetivo de reduzir danos e proteger a população. “Limpar os esgotos, fazer limpeza armazenadas de água potável. Nós temos mais de 1.500 Municípios de alto risco que a gente já sabe. E isso é que é o mais lamentável”, completou Ziulkoski na entrevista.
Outras medidas recomendadas pela CNM são a atualização ou elaboração dos Planos de Contingência (Plancon), o mapeamento de áreas vulneráveis, a definição de rotas de evacuação e de abrigos temporários, o fortalecimento das equipes locais de Defesa Civil e a manutenção de sistemas permanentes de monitoramento e alerta.